Ele é um dos maiores especialistas de manejo intensivo de pastagem do Brasil, participa dos principais eventos da pecuária de corte e leite, além de prestar consultoria e ter publicado artigos científicos que contribuem há décadas para a melhorias dos sistemas de produção a pasto. Adilson Aguiar é Zootecnista, professor de Forragicultura e Nutrição Animal no curso de Agronomia, de Forragicultura e Pastagens e Plantas Forrageiras no curso de Zootecnia nas Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU); Consultor Associado da CONSUPEC - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda; e Investidor nas atividades de pecuária de corte e de leite.

Parceria

Numa parceria de intercooperação, Sicoob Crediluz, Copagro e Cooperbom, ofereceram para os técnicos da região um curso completo de atualização, com enfoque nas principais novidades do manejo de pastagem, além disso, puderam entender mais sobre os pontos mais importantes para se definir um sistema de produção tendo como a base a pastagem.

Está se iniciando a formação de um grupo, liderado pelo Sicoob Crediluz, intitulado Núcleo de Desenvolvimento, composto de profissionais das áreas relacionadas ao agronegócio, como veterinários, agrônomos e zootecnistas; participando ativamente em busca de soluções para o fortalecimento do agronegócio da região. Através do Núcleo do Desenvolvimento, os profissionais da área, tiveram acesso gratuitamente ao curso de Manejo de Pastagem.


Depoimento dos participantes


Para Alexandre Raposo, Engenheiro Ambiental e Produtor Rural, “Foi um dia muito proveitoso. Uma grande oportunidade que as cooperativas nos proporcionaram de estarmos reunidos assistindo a um curso com o professor Adilson Aguiar, que hoje é uma referência no Brasil na área de pastagens. No decorrer do curso, aprendemos sobre seleção de pastagens, onde vimos como identificar as espécies mais adaptadas para a nossa região, a importância de sempre pesquisar, estudar, entender como a gramínea se comporta com o clima e a realidade da propriedade. Foi frisado a intensificação da pecuária de corte e de leite, como temos que fazer e quais são os processos e o real impacto que o manejo correto da pastagem traz para a propriedade. Alexandre conclui dizendo, “principalmente para nós participantes do Núcleo do Desenvolvimento, foi uma ótima ocasião, tendo em vista que o objetivo principal do grupo é alavancar as atividades do agronegócio do município de Luz/MG”.


De acordo com Saulo Costa Silva Pereira, Engenheiro Agrônomo, “através deste treinamento pude firmar alguns conceitos de adubação de micronutrientes em pastagens, que já venho trabalhando e também o aprimoramento do conhecimento em adubação fosfatada, de gesso e diferenciação de pastejo. Agradeço a todos pela realização do evento que veio enriquecer o nosso trabalho na região.”

A Médica Veterinária Thais Cristina Silva Gabriel, observa que: “hoje pensa-se que o maior desafio para os técnicos é a busca pelo conhecimento, mas eu diria que nosso maior desafio é ter a capacidade de persuasão, mostrando ao produtor que o trabalho em conjunto é que resultará em evolução e resultados. Através deste curso, pude ter a confirmação de que devemos deixar de lado o modismo, o que o mercado vem apresentando como soluções e conhecer o cliente e sua propriedade de uma forma completa. Assim vamos poder sugerir o melhor, realizar o inventário geral para dar um diagnóstico preciso para o trabalho ser efetivo”, salientou.


Waldinei Pinheiro de Azevedo, Técnico Agrícola, gostou muito da abordagem sobre o manejo de pastagem, preparo do solo, adubação, correção de acidez, altura de entrada e saída de animais. “Acredito que somos ineficientes neste assunto, fazemos tudo na hora errada, então com os esclarecimentos do professor, temos a oportunidade ter um maior aproveitamento da área de pastejo e aumentar o número de animais por hectare. Nossa média está em torno de 1,5 a 2 UA/ha, e existem propriedades com média de 7. Precisamos levar em consideração o clima, o tipo de relevo, a predominância, a intensidade de chuva, realizar o controle de pragas e mudar a nossa realidade”, reforçou.

Washington Paulinelli, Presidente do Conselho de Administração do Sicoob Crediluz ressalta, dentre diversas informações importantes apresentadas pelo Professor Adilson Aguiar, o fato de que praticamente todas as gramíneas usadas na região, como tem o mesmo potencial de produção, como o Tifton, Mombaça, Braquiária Marandu (Braquiarão) e Braquiária Decumbens e Ruziziensis. “Precisamos ter esta informação porque a cada ano surge uma variedade nova e os vendedores querem convencer o produtor rural de que ela será melhor, e muitas vezes estamos pagando mais caro, pelo mesmo produto. Outro ponto, é a correção do solo. Tínhamos o conhecimento de que não poderíamos aplicar mais do que uma tonelada e meia de calcário superficial no solo, o que não é verdade. Se medirmos a fertilidade do solo, a CTC - Capacidade de Troca de Cátions e percentual de saturação de base, pode-se usar uma, duas, três ou quantas toneladas forem necessárias. Desta forma podemos adiantar o processo”, enfatiza. Washington, finaliza dizendo que o produtor rural deve preparar o calendário de atividades a se realizar dentro da propriedade: “fazendo o certo na hora certa, dessa forma estará potencializando a propriedade”, acrescenta.


Conclusão

Informação é possível encontrar em qualquer lugar, ainda mais nos tempos atuais com o avanço da internet, mas conhecimento poucas pessoas o detêm. E são esses conhecimentos que o Sicoob Crediluz está em busca para atualização dos técnicos do Núcleo de Desenvolvimento, pensando no fortalecimento da economia local e regional.